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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

De volta

É tão bom voltar

Encontrar vestígios meus

De quem fui, de quem sou, de quem serei

Relembrar dos fantasmas

Das minhas dores, dos meus amores

Ver minhas fraquezas tão expostas

Minha força adquirida no caos

Voltando vi o que já vivi

A experiência que me trouxe até aqui

Tantos medos que foram embora

Dúvidas que me consumiam outrora

Hoje sou mais livre, hoje sou menos confusão

Hoje sou mais calma, menos ilusão

Tão envelhecida nas poeiras do tempo

Quão gratificante ver tantos momentos

Olhar com maturidade, sem dor no coração

Apenas continuar a canção

Seguir no rumo certo, sem contradição

terça-feira, 19 de julho de 2011

E essa ânsia por viver o novo
O inalcançável, o inigualável
É que me mata
Sufocando-me e tirando as forças
Dilacerando a alma cansada
Alma cansou de suas duras penas e exageros
De seus dramas e grandes desesperos
Não vês com clareza ó alma imatura
És pura aspereza, esconde-se em sua tortura
E tentando arrancar do peito a agonia
Conformando-me com o medo de não obter o que queria
Inimiga minha sou eu mesma
Morrendo antes da morte por tanta fraqueza
Oh Deus pergunto eu, porque me fizeste assim
Tão errante, tão pensante, tão dramática por fim
Dize-me agora, o que será de mim?

domingo, 10 de abril de 2011

Amar sozinha


Cansei de amar sozinha
Cansei dessas tristes ilusões
Das noites tão frias
Das espectativas vazias
Não vejo ninguém
Olhar solitário
Quando a imaginação já não me satisfaz
Quando olho para trás
Lá não há nada também
Nunca houve
Sempre a mesma dor
Loucuras de amor
Utopia, sim me cansei
Tão errante, tão contraditório, tão amante, tão ilusório
Me prender para depois perder
Ficar no vazio
Não quero seus abraços quentes
Quero gritar, quero te esnobar, rejeitar, ignorar
Vou me agarrar a solidão
Acostumar-me com esse padrão
SOLIDÃO
É o fim
Sorte para ti
Ao me ver partir
Desejo a cura
Desejo livrar-me de tudo que me tornei, tudo que já pensei
Quero fugir de mim, fugir de você
Não existe futuro
Tudo tão inseguro
Vou desmoronar
Vou deixar sangrar
E voltar para o vazio


Elaine Paulino

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sua tristeza, minha tristeza.


Tarde da noite e nem mesmo meu cansaço faz-me esquecer
Sua tristeza tão nítida envolveu meu coração
Fez-me perder o ar
Envolveu-me em um manto sombrio
Sem asas, não posso chegar a ti
Não posso abraçar-te
Queria apagar os males que lhe perturbam
Queria trazer a paz para suas noites
Mas não posso nem mesmo poupar-me de sentir o mesmo que sentes
Não vá agora
Me deixe te ouvir
Me deixe te encontrar
Se não quiser falar, eu ouço o teu silêncio
Eu descubro o que se passa
Não suporto sentir sua dor
Não suporto essa distância
Nem que sofras por qualquer que seja o motivo
Meu peito rasga-se
Eu canto para ti
Lembro-me de ti
Amigo presente
Parte do que sou
Sorriso em meu olhar
Somente em sonhos te encontrar
Eu ficarei aqui essa noite
Velarei teu sono
Lembrarei de ti ao soar dessa melodia
Cantarei para que descanses
Um dia finalmente estaremos juntos
Não apenas em pensamento, mas de algum jeito que não sei explicar
Está escrito em meu olhar
Alguém poderá decifrar?
Se puderem contem-me, corram, digam-me
Não posso mais aprisionar-me nesse mistério
Eu estarei com você , até o sol escurecer
Mesmo se não houver dia
Eu estarei com você
Não há nada que uma amizade não possa fazer
Sempre estarei com você.



Elaine Paulino

A cor da alma


Se alma tivesse cor
Tenho certeza que a minha seria azul
Tranquila e calma como o mar
E agitada e revolta como o mesmo
Límpida como o céu em uma bela manhã
Angustiada aguardando uma tempestade
Ela seria líquida o bastante para sumir em qualquer buraco
E em quantidade o suficiente para inundar a qualquer um
Sim, ela seria todos os tons de azul
Do mais claro ao mais escuro
Alternando as vezes entre o cinza e o verde
Quando ficasse cansada de sua cor original
Azul celeste, azul turqueza, azul marinho, azul bebê
Azul acinzentado, azul petróleo, azul royal
Alma azul
Turbulenta, transparente, desigual, atraente.


Elaune Paulino

quinta-feira, 31 de março de 2011

Amores Irreais



É só olhar pra ele
Para todo meu corpo sorrir
Para tudo brilhar
Para sonhar acordada
É assim que eu gosto
Os amores irreais
Tão perfeitos e sublimes
Eles são tão inocentes
Me alimentam
Me movem, me comovem
Em um mundo particular
Cenas que eu posso criar
É só olhar
Para tudo nascer
Para a beleza inundar
Ele nunca estará aqui, eu nunca estarei lá
Mas isso não me impede de querer, de quase gritar
Uma criança encantada
Uma canção na madrugada
Eu gosto assim, utopia
Eu me apaixono assim, platônico
E é tão perfeito
Tão sublime
Felicidade maior não há
Te ter em meu olhar
Eu amo a ilusão, sim é verdade
Mas eu não me importo, se isso me faz feliz
Eu não me importo, se ele é tudo que eu sempre quis
Só assim pra mim
No silêncio das palavras que ele não pronunciará
Nas minhas lágrimas ao acordar
Quando tudo acabar, eu ainda estarei lá
Para olhá-lo pela ultima vez.


Elaine Paulino

quarta-feira, 30 de março de 2011

Tudo Novo




Vivendo em novidade de vida
Todos deviam assim viver
Como atravessar uma enorme ponte sobre águas calmas
Nada pode te atingir
Nada pode tirar tua paz
Você dita seu caminhar
Você oberva as águas até se cansar
Você apaga suas dores
Você esquece dos amores
Revivendo na mais plena forma de ser
Apenas você
Ninguém pode te ver, a não ser que queira
Músicas suaves
Uma linda melodia
Coros em completa harmonia
O vento a balançar teus cabelos
Espalhando seus segredos
Se perdendo no mar
Novamente um lobo selvagem
Fazendo o que ama fazer