Afogando-me nas tentativas de esquecer-te
Matando o pouco de vida que restou
Lembrando ao tentar não lembrar
Gritando ao tentar não chorar
Procurando ao tentar não encontrar
Diga-me, onde estás agora?
Diga-me, onde estão tuas verdades?
Diga-me, para onde foi tanto sentimento?
Ilusão
Armadilhas para um coração
Que não ressuscite o morto para novamente matá-lo
Não digas o que não irá cumprir
Pois um dia tudo irá ruir
Pois um dia tudo se transformará em dor
Não haverá lugar para amor
...
Não há mais força em mim
Não há mais inspiração
Nada sobrou
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Quando o amor...

Quando o amor te encontrar
Digas que está ocupado
Que agora não tens tempo para ele
Quando o amor te tocar
Desvie teus olhos
Ignore e ande em outra direção
Quando o amor lhe deixar
Não implores
Seja forte
Siga em frente
Não olhes para trás
Talvez assim sejas frio o bastante
Talvez assim não mais chores
Talvez assim não sofras
Mas saiba
Que sem ele também não poderás voar
Ao lembrar-se dos momentos mais belos de sua existência
Sem ele não poderá sorrir
Ao observar outro sorriso de encontro ao seu
Não poderá descobrir quem és
Ao olhar-se com a visão de outrem
Não conseguirá levantar-se
Quando cair e ao seu redor não houver quem lhe dê a mão
Não poderá cantar
Pois lhe faltarão motivos pra canção
Não poderá escrever versos
Faltará-te inspiração
Não poderá sonhar
Suas noites serão frias na solidão
Então, padecerei eu de amor
Para poder desfrutar de todos seus bens?
Morrerei se preciso for
Para conviver com a felicidade de alguém
Abrigo se achará para minha dor
Em braços de quem me queira bem
Direi quando o amor me sorrir:
- Estou pronta para padecer
Tudo um dia irá fenecer
Mas todas as feridas com um abraço cicatrizarão
Esse é o destino de todo coração
Elaine Paulino
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Lições

Chega um momento que você percebe
Que coragem não é cair sem fechar os olhos
E sim se jogar de braços abertos
Braços que livres voam no ar
Braços que não se fecham para proteger a si mesmo
Braços que se abrem para abraçar os que te odeiam
E então você vê que não deve lutar com quem não gosta de ti
Deve apenas entender
Talvez ele (a) apenas precise de sua atenção
E descobre que sua maior luta é contra si mesmo
Travando uma guerra a cada dia
Para superar
Ou se escondendo e se conformando
Será que és capaz de vencer teu orgulho?
Será capaz de negar a si mesmo?
Em um mundo em que acaba se corrompendo
E esquecendo-se de seus verdadeiros valores
Repete frases ditas por outros
A imagem passa a ser o “valor”
O verdadeiro valor se perde por caminhos distantes
Se segura em objetos para se sentir confiante
Coragem para aprender
Coragem para renunciar
Coragem para acreditar
Inconstância e indecisão não são meus defeitos
E sim, usá-los como desculpa para não lutar
Em um momento que devo ser constante, que devo decidir
Viver é aprender a cada dia
Com os detalhes
Com seus erros
Com seus medos
Com quem se ama
Acendendo a chama
De um coração que pulsa, que busca
Algo além da compreensão
Quem foi que disse que pra estar correto precisa ter razão?
Saber, que é preciso unir
Coração, mente, corpo, espírito
Juntos no propósito de olhar
Um olhar que transmita a verdade
Um olhar que veja com igualdade
Elaine Paulino
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Uivo da dor
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Não posso defini-lo
É como tentar definir a grandeza do sol
Ou o esplendor da lua
Como tentar contar as estrelas do céu
Ou as lágrimas que derramaste em uma vida
Não posso evitar a dor ao partir
É como morrer lentamente
Passo a passo, rumo ao abismo
Quando se tem vontade de ficar
Mas precisa ir
Deixar os caminhos abertos
Para que o outro seja feliz
Quando existe outro em seu lugar
Onde você deveria estar
O uivo que reflete a agonia
A dor que rasga o peito
Nem mesmo fecho os olhos quando me deito
O medo de vê-lo invade
Tem que acabar agora, não deixarei pra mais tarde
E andando pelas ruas o vejo
Aumentando meu desejo
De estar ao seu lado
Mesmo que seja por um minuto calado
Isso está rasgando meu coração
Nunca foi tão escura a solidão
Minhas lágrimas já não são o bastante
Pra aplacar tanta dor
Você é igual a mim
Como me faz sofrer tanto assim?
Você disse que ficaria tudo bem
Então onde você está?
Não vejo mais o futuro
Não vejo mais nada
Apenas agonizo calada
Uivando de dor
Com a alma despedaçada
By: Elaine Paulino
domingo, 2 de maio de 2010
Hipocrisia

A hipocrisia humana que enoja
Disfarces mal feitos
Máscaras incoerentes
Julgando a aparência
Escondendo-se embaixo de suas capas limpas
Por dentro está a podridão
Como podem endurecer tanto o coração?
Juízes de suas próprias causas
Tolos, julgam em vão
Fazem suas leis
E até tentam te convencer
Para perder sua vez
Palavras bonitas e cultas
Mentiras ocultas
Sendo sempre o centro das atenções
O homem, que ignora as emoções
Falsidade, onde está a verdade?
Mostrar para outros que pode
Impondo suas vontades
Vivendo achando que tem muito
Na verdade não tem nada
Vazios
Não enxergam além do que seus olhos vêem
Do que suas maldades contêm
Ouçam os gritos dos que sofrem
Surdos, só ouvem sua própria voz
São melhores do que nós
Quem vai mudar esse mundo?
Atitudes apregoadas em um submundo
Sigam-me e vejam a porta
Esqueça quem te acusou
Você não está sozinho
Nesse longo caminho
Onde os homens pensam reinar
Você pode acreditar
Existe algo além
Na minha bagagem levo a confiança
Minha esperança
Soando alto
Minha voz que ecoa
Enquanto o tempo voa
Poderosos, quem poderá deter o tempo?
Invejosos, quem se fará como o outro em um momento?
Quem deterá o sol em seu furor?
Não sabem o que é o amor
Por isso canto, grito, explodo
Por isso ignoro pedradas
Levanto meus olhos e sigo pegadas
E eu vejo além
E meu canto vai longe também
Voar apenas voar
Longe da hipocrisia
Onde preciso estar
By: Elaine Paulino
sábado, 1 de maio de 2010
Lembranças

Saudade dos velhos amigos
Costumes antigos, que nunca esqueci
Saudade dos velhos amores
E das belas flores, que não recebi
Saudade de ser uma criança
E da esperança, com que eu cresci
Mas não sinto saudade das velhas dores
E de penar horrores, quando permiti
E me perco
Nessas lembranças
De todas as danças, que eu perdi
Nos olhares desencontrados
Escassos, cansados, não os recebi
E nas várias palavras que eu reprimi
Pássaro que vai e não volta
E quem é que se importa
Com as voltas que a vida dá?
Sempre procurando um ninho
Seguindo sozinho
Tristonho a cantar
Lembra dos tempos de outrora
Quando em uma só hora
Desatinou a chorar
E assim mesmo
Não perdeu o desejo
De um lar encontrar
Pobre passarinho
Não sabe que apenas sozinho
Pode continuar
Levando as suas lembranças
Saudades e esperanças
De quem foi e jamais voltará.
By: Elaine Paulino
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Vamos Fugir

Para um lugar onde possamos andar de barco sob águas quase cristalizadas de tão frias.
Um lugar onde a lua esteja tão perto da terra que possamos tocá-la delicadamente.
Onde possamos cantar em harmonia com o rouxinol.
Onde as árvores entendam nosso pedido e nos dê seus frutos sem aguardar o tempo exigido.
Um lugar onde não exista dor nem pranto
Onde reine todo encanto
Um lugar fora do padrão
Totalmente longe da civilização
Um lugar em que todos os animais corram juntos
Onde não exista caça nem caçador
Onde reine o amor
Onde o mar seja nosso berço
E na noite, nas florestas ficar
Com estrelas a nos iluminar
Um lugar onde seja possível voar
Se entregar
Onde os ventos sussurrem segredos
Onde sumam todos os medos
Onde a trilha sonora conte nossas histórias
Onde não contem-se as horas
Onde seja possível escalar as mais altas montanhas
Sem apetrechos
Onde possamos ficar aninhados apenas em nossos beijos
Onde possamos nos aquecer ao redor de grandes fogueiras
Onde reinem nossas maneiras
Sem agonia, invasão ou pressão
Levados apenas pelas batidas do coração.
BY: Elaine Paulino
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